Você sofre de fome noturna? Entenda o que é…

Mais um post do nosso super especialista Dr Guilherme Corradi!

      Inúmeras mulheres ingerem mais de 50% das calorias à noite, após a última refeição, entre 20 horas e 6 horas do dia seguinte – e geralmente alimentos com carboidratos e gorduras. O problema, conhecido como TRANSTORNO DO COMER NOTURNO, caracteriza-se por fome noturna intensa, insônia e falta de apetite na manhã seguinte. Ou seja: dieta de dia, comilança a noite! Quem apresenta esse transtorno tem o hábito de fazer refeições menores durante o dia, para poupar as calorias que serão consumidas à noite. A alimentação diurna é pobre, com mudança de humor e ansiedade crescente ao longo do dia – esses sintomas, aliados à fraqueza e à fadiga, culminam na fome noturna. À noite, o alimento é ingerido em beliscadas sucessivas, sendo que muitas pessoas levantam da cama várias vezes para comer e só depois conseguem dormir. É diferente da compulsão alimentar, em que a ingestão de alimento acontece em grandes quantidades de uma só vez. 
Em ambos os casos, no entanto, a comida funciona como uma espécie de ANSIOLÍTICO E ANTIDEPRESSIVO.

     Os alimentos consumidos, via de regra, são ricos em carboidratos e gorduras, ingeridos praticamente sem mastigar, muitas vezes às escondidas, reduzindo provisoriamente a ansiedade. Posteriormente, há culpa e autodepreciação. E essa culpa só aumenta ainda mais a ansiedade, que leva de novo à comida, que causa culpa, que aumenta a ansiedade… Um círculo vicioso que vai gerar conflitos afetivos, estresse, depressão, isolamento social, rompimentos afetivos e até conflitos sexuais. Mesmo quando a dieta prescreve uma ceia, a pessoa sente medo de ter fome ao deitar e apresenta necessidade de comer alguma coisa antes de ir para a cama. O RESULTADO? Quilos a mais na balança. Se não for tratado, esse transtorno acaba com qualquer projeto de emagrecimento. O tratamento é interdisciplinar e envolve atendimento psicológico, nutricional e médico. 

Algumas dicas podem ajudar a atenuar o problema: 

– Não fique em jejum pela manhã. Fazer café da manha regularmente é fundamental; 
– Fracione bem a alimentação durante o dia; 
– Tenha horários regulares para se alimentar (não mudar muito os horários de comer); 
– Prefira alimentos com baixo índice glicêmico (produtos integrais) durante todo o dia e principalmente à noite; 
– Coma lentamente e sem fatores de distração, como a televisão, principalmente no período noturno; 
– Evite qualquer fator que possa influenciar no sono noturno, como a ingestão de cafeína após as 18h, por exemplo, ou atividade fisica logo antes de deitar. 
– Tente ter regularidade de sono, evitando trabalho em turnos, e dormir pelo menos 6 horas por noite; 
– Evite ter alimentos de alta densidade calórica disponíveis em casa.

Pequenas mudanças no estilo de vida e, às vezes, medicação podem trazer grandes benefícios e ser a solução para este problema ainda pouco conhecido.

por Dr Guilherme Corradi

MissFit

Analista de Sistemas por formação. Miss por paixão. Ecdemomaníaca, já pisou em 4 países num único dia. Descobriu sua paixão pelo mundo da endorfina e agora a sua missão é ajudar a transformar a sua vida com energia!

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